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Ciência

Cientistas pedem para ajustar a escala dos furacões porque agora são mais poderosos

Uma dupla de cientistas propõe fazer um ajuste na categoria Saffir-Simpson para medir melhor os furacões cada vez mais devastadores causados ​​pelas alterações climáticas.

Michael Wehner, climatologista do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, e o climatologista James Kossin propõem modificar os limites da categoria 5 e criar a categoria 6, pois explicam que há vários anos a Terra regista ciclones com ventos superiores a 300 quilómetros por hora.

Furacão Laura é fotografado da Estação Espacial

Como referência, a escala Saffir-Simpson – cunhada na década de 1970 – tem como nível mais alto um furacão de categoria 5, com ventos de até 252 quilômetros por hora. No entanto, fenómenos como o furacão Patricia, que atingiu o México em 2015, registaram ventos máximos de 346 quilómetros por hora.

A proposta de Wehner e Kossin contempla o aumento dos limites do furacão da categoria 5 aos ventos entre 252 e 309 quilômetros por hora (entre 156 e 192 milhas por hora), além de criar a categoria 6 para fenômenos com ventos superiores a 309 quilômetros por ágora.

Especialistas apontam que um ajuste na escala Saffir-Simpson permitiria um melhor alerta sobre os danos potenciais de furacões mais poderosos, bem como medir com mais precisão o potencial destrutivo dos furacões, que se espera que sejam mais destrutivos devido ao aumento na temperatura do mar.

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